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10 de janeiro de 2009

Azinhaga no Dia a Dia

FOTOS DA AZINHAGA E TEJO







Azinhaga revoltada com Bombeiros da Goleã
Os moradores da rua Hilário Souto Barreiros, na Azinhaga, estão em "pé-de-guerra" com os Bombeiros Voluntários da Golegã. A indignação é geral porque, segundo afirmam, para além de se recusarem a deslocar-se para uma emergência, ainda os ofenderam através do telemóvel, chamando-lhes "histéricos e ignorantes". O comandante dos bombeiros rejeita a acusação de negligência embora admita que possa ter havido uma troca de palavras mais acalorada.

O problema aconteceu na manhã do Dia de Natal. Segundo alguns moradores, cerca das 11 horas os fios eléctricos colocados na fachada de uma das casas da rua começou a arder. Um dos habitantes ligou de imediato para o 112. "Fomos excepcionalmente atendidos e garantiram-nos que iam de imediato accionar os bombeiros, a EDP e a GNR", diz Clarisse Neves, uma das moradoras mais magoadas com o alegado "mau comportamento dos bombeiros".

As chamas propagaram-se a todo o lado esquerdo da rua. E segundo os moradores eram seguidas de explosões consecutivas. "Cerca de meia hora depois, face à ausência dos bombeiros e com o coração nas mãos por estarmos a ver que o fogo se podia propagar às nossas casas, voltámos a ligar para o 112, que estranhou a demora e nos disse que ia voltar a accionar a emergência", disse a moradora.

Segundo os moradores, o tempo foi passando e bombeiros nem vê-los. "É lógico que passámos a fazer chamadas directas para os bombeiros e aí fui muito mal tratada por quem estava de serviço. Não só disse que aquilo dos fios a arder não era para eles, era para a EDP, como se deu ao desplante de dizer para nos deixarmos de histerismos. Retorqui que aquilo estava a arder e que as pessoas estavam aflitas. Foi então que me chamou ignorante. Foi muito bruto a falar comigo, não compreendeu a nossa aflição", disse Clarisse Neves.

Perante a demora, um jovem morador foi a uma das garagens buscar o extintor e mesmo sem saber se ia fazer bem ou mal, se ia ou não colocar a sua vida em perigo, subiu até a uma das janelas mais perto dos fios em chamas e dirigindo o jacto para o local conseguiu apagar o fogo.

"Quando o fogo já estava apagado, mais de uma hora depois da primeira ligação para o 112, chegou o comandante num jipe com dois bombeiros. É claro que não foram muito bem recebidos. E para nosso espanto o que disse foi que o bombeiro estava sozinho e que ele se tinha levantado da cama para ir ali ver o que se passava. O que nos indignou ainda mais", referiram os moradores.

No meio da sua indignação os moradores destacam a reacção da EDP e da GNR. "Os elementos do piquete da EDP vieram e resolveram provisoriamente o problema e garantiram que os cabos vão ser substituídos. A GNR tomou conta da ocorrência e pediu-nos para elaborarmos cartas com os prejuízos que sofremos nos electrodomésticos que avariaram, para juntar aos autos", disse Clarisse Neves.

"Os bombeiros agiram com normalidade"
O comandante dos Bombeiros da Golegã, Pedro Silva não concorda com os moradores, e garante que não se passou nada de anormal. Contesta o atraso na saída para a emergência e aceita que no calor das palavras das chamadas feitas directamente para a central dos bombeiros tenha havido algumas palavras menos correctas dos dois lados. E garante que não receberam qualquer chamada do 112. "Fomos contactados pelo CCO às 11h40, e não às 11h00 como os moradores dizem, e às 12h05 eu e mais dois bombeiros estávamos no local e já estava tudo apagado", garantiu.

Na sua opinião, os moradores, aflitos é certo, não compreenderam as informações de quem recebeu as chamadas. "Nós sabemos bem o que são estes casos de fios em chamas na rua, estão em curto-circuito até a corrente ser cortada, a solução para as pessoas, e que lhes foi comunicada, foi que se afastassem dos fios e que comunicassem à EDP. Nós já nos preparávamos para ir ao local", afirma Pedro Silva.

"Aceito que as pessoas estivessem aflitas. Mas não concordo que tivesse havido falta de vontade dos bombeiros em atender a emergência. Penso mesmo que o problema foi tratado com normalidade. Pode é ter havido no calor das chamadas directas algumas palavras menos correctas de parte a parte, mas não aceito que digam que fomos negligentes", conclui Pedro Silva.

Presépios na Azinhaga

Quem pelas ruas de Azinhaga circulou durante estes dias do Natal de 2008, ter-se-á apercebido que muitas ruas se apresentavam orgulhosamente decoradas com o seu Presépio. De muitas e variadas formas, dos mais modestos aos mais imponentes, a mensagem é contudo a mesma: a celebração da festa da família e da paz, e do rito de passagem que cada solstício de Inverno nos traz...

Uma Exposição de Presépios associa-se ao Nascimento de Jesus, na expressão simples e popular do Natal, com tudo o que esta palavra significa celebrações religiosas, festas familiares, solidariedade, arte...
As primeiras representações do Nascimento de Jesus surgem nas Catacumbas de Roma, séculos III-IV, onde, de algum modo nasce a pintura paleocristã. Figuram-se, particularmente, a Virgem e o Menino; de seguida, século IV, figuram-se as tradicionais - Jesus, Maria, José e os magos, porquanto, a mentalidade helénica dos convertidos ao cristianismo não "entendia" que o Salvador fosse adorado pelos simples pastores, que vieram mais tarde (tal como a representação de Cristo crucificado, nu, pregado na cruz).
A representação do Nascimento de Jesus fundamenta-se nos relatos dos Evangelhos que nos apresentam os principais intervenientes: Jesus, Maria, José, anjos, pastores e os Magos. A tradição cristã trouxe, desde os séculos II-III, outros figurantes inspirados nos chamados Evangelhos Apócrifos, nascidos da imaginação e piedade de escritores cristãos - acrescentando os animais do estábulo, a vaca, o jumento e outros elementos do quotidiano.
Por outro lado, une-se o dia 25 de Dezembro ao dia de Natal, a partir do século IV, depois da Paz de Constantino, grande festa da Igreja. Antes deste século, provavelmente, o Nascimento de Jesus celebrava-se a 6 de Janeiro, com a adoração dos Magos, dia celebrado, actualmente em algumas Igrejas.
A celebração a 25 de Dezembro resulta de uma aculturação feita pela Igreja, relacionada com os costumes romanos relacionados com as festas mitrais e saturnais de 25 de Dezembro. Roma celebrava o Sol, Solstício de Inverno, glorificação do Sol Invictus (apropriado pelos imperadores). A Igreja cristianiza as festas pagãs com a glorificação de Cristo, no Seu Nascimento - Sol Invictus, Sol Invencível, a 25 de Dezembro.
Há quem atribua a representação do Nascimento de Jesus, o Presépio, a São Francisco de Assis que, em 1223, criou, ao vivo, a cena do Nascimento de Cristo, em Greccio, Itália, segundo o relato evangélico.
No entanto, segundo a tradição, os primeiros presépios, assim entendidos, surgiram muito antes.
A palavra presépio vem de "Praesepe" que significa estábulo ou estrebaria, manjedoura, tomando o conjunto figurativo das personagens principais descritas nos Evangelhos - o Menino, Maria, José, anjos, pastores e magos.
Segundo a tradição, o primeiro presépio foi levantado, em Roma, feito com colunas provenientes de Belém (Palestina), "antro praesepe" ou "cova" da manjedoura, obra que motivou a construção da igreja "S. Maria ad Praesepem". No século V, aparece um "oratório" onde se depositaram "relíquias" de Belém. Três séculos mais tarde, levanta-se uma "manjedoura" na Basílica Vaticana com o nome de "Praesepe a Sancta Maria Transtevere" que dá o nome à igreja que se construiu perto do Vaticano.
A celebração do Nascimento de Jesus expressa-se, igualmente, em formas artísticas literárias, cânticos...
Roma assiste a uma espécie de teatro, tal como a Europa através dos "mistérios medievais", onde se representa o Nascimento de Cristo (Gil Vicente) que passou também ás representações plásticas em pintura, escultura, gravura... arte popular religiosa.
Retomando a expressão artística do Presépio, nas suas diferentes variantes, Mecenas, Ordens Religiosas e Militares, igrejas, confrarias, a devoção popular... incentivaram a produção e feitura de presépios, a partir do século XVI, a devoção ao Menino Jesus, desenvolvendo-se "o culto do Presépio" (portugueses e espanhóis deram enorme incremento, dentro da sua acção missionária). Inúmeras naus partiram de Belém, carregando presépios que foram motivo de inspiração nas colónias portuguesas.

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