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4 de outubro de 2014

Dique de São João da Ventosa, Azinhaga ano de 1970

Dique de São João da Ventosa, Azinhaga ano de 1970. 
Dique de São João - O eterno gigante cuja existência damos como certa. Até quando? Tendo inicio nas traseiras das casas da Rua do Lobo estende-se até á Quinta do São João e reaparece depois em direcção à Quinta da Broa. Todos nos lembramos de o ver sempre ali e damos como certa a sua presença esquecendo a sua finalidade. O estado em que se encontra é preocupante e extremamente perigoso. Ausência de Manutenção na estrutura, falta de limpeza da vegetação permitindo assim que as suas raízes tenham vindo ao longo dos últimos anos penetrando nas paredes do dique e a falta de cuidados na manutenção das portas de água, tornam toda a estrutura num perigo eminente para a população da Azinhaga. As fissuras são enormes, bem visíveis e as portas de água simplesmente não mexem. É bom relembrar que a função básica de um dique é reter águas e assim permitir que algumas zonas fiquem secas, nomeadamente parte da Azinhaga. Se o fizeram por alguma razão foi, ou não? Havendo de futuro um daqueles Invernos mais duros a pressão exercida pela água das cheias acabará por fazer com que o dique ceda e as consequências são óbvias. Enxurrada bem forte. Os danos materiais são certos e espero apenas que nenhuma pessoa se atravesse no caminho pois o resultado será igualmente óbvio. Já foram realizados vários alertas junto da autarquia assim como a proposta de análise do verdadeiro estado do dique e possíveis obras de recuperação, todavia continua tudo na mesma e ai vem mais um inverno. Quando se discute a requalificação das margens do Rio Almonda fica para trás o mais essencial, a segurança dos Azinhaguenses. Recuperar o dique significaria segurança e daria a possibilidade de ai sim realizar um percurso para caminhadas, bastava a colocação de iluminação ao longo do dique e reparação do pavimento superior. A estrutura está lá e após a recuperação o investimento na criação do percurso seria mínimo comparado com tanta outra coisa que se faz. Entretanto nada, nada é feito e veremos quem assumirá a responsabilidade quando um dia o dique acabar por ceder.
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Fotografada e cedida por José Manuel Melrinho.

Texto de João Mendes publicado no Facebook Grupo Azinhaga, Aldeia Mais Portuguesa do Ribatejo.