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13 de dezembro de 2013

SIC, ruínas de uma fábrica


Aquilo que resta da SIC, orgulho da Azinhaga, que durante décadas fez desta terra algo de especial, está de novo em hasta pública. Para nosso desconsolo, a aventura industrial da Azinhaga, até agora sem brilho nem glória, continua à espera de um final (não tão in)feliz.

A SIC, de Sociedade Industrial de Concentrados, nasceu do sonho de um reformado da Embaixada Italiana, Luigi Fontanarosa, que em associação com José Rodrigues Serrano, passou de uma actividade artesanal para uma das melhores e mais modernas fábricas do ramo em Portugal. Estava-se em 1944.

Admite-se que a indústria de tomate se iniciou em Portugal em 1938, com a criação da SPALIL, na Chamusca. A Vasco & Ferreira, em Riachos foi a segunda e depois entre 1943 e 1946, surgiram a SIC e a IDAL, entre outras. Nesta altura, utilizava-se a variedade "coração-de-boi" que apresentava um fraco rendimento industrial. A partir de 1959 e até 1965 abrem novas unidades. Passam a utilizar-se novas variedades de tomate, como a "Roma", de rendimento industrial substancialmente maior. Até 1970, estavam instaladas e em laboração 31 fábricas.

Durante décadas a fábrica modificou por completo a vida e a economia local. Os campos da Golegã, e não só, foram fonte de riqueza. Até 1974. A partir desse ano o futuro da unidade fabril adivinhou-se difícil. Os difíceis momentos do período pós-revolucionário dificilmente explicam tudo.

O ano de 1975, marca de facto o início da crise desta indústria: A Grécia e Itália, graças à política proteccionista da CEE, desenvolvem extraordinariamente a sua indústria e ganham mercados que tradicionalmente eram portugueses. Em 1985 já só existiam 27 empresas, e em 1991, 21 fábricas resistiam ainda. A SIC pouco mais resistiu.