Pesquisa

TV Azinhaga

Seguidores

Visitas

PageRank

Siga-nos por email

Digite seu endereço de e-mail:

Blog Archive

Sites Amigos

19 de dezembro de 2013

Descarga poluente no Almonda é grave mas “nomal”

video   video
Os vídeos que o cidadão João Gomes publicou no Facebook com o nome “catástrofe no rio Almonda”, no dia 11 de dezembro, já tinham quatro dias depois, mais de 700 partilhas. A partir deste número é fácil inferir que vários milhares de pessoas, principalmente dos concelhos atravessados pelo Almonda, Torres Novas e Golegã viram o acto explicito de poluição do rio.

A cena passou-se junto da ponte pedonal que liga o estacionamento de mercado ao Canto do Matadouro, onde um camião com equipamento de aspiração de fossas efectou uma descarga diretamente para o rio Almonda.

A polémica foi imensa, começando na forma de comentários inflamados e denúncias na rede social, chegando a queixas formais junto da polícia e das autarquias, a intervenção dos vereadores torrejanos na reunião de Câmara e do presidente junto do conselho de administração da empresa Águas do Ribatejo.

Depois de toda a celeuma, afinal de contas, a empresa Águas do Ribatejo esclareceu que contratou a empresa Natureza Verde, Gestão de Resíduos para fazer uma operação recorrente de despejo de esgostos no rio, com a devida informação à entidades competentes: a Agência Portuguesa do Ambiente, o SEPNA da GNR e a Câmara Municipal de Torres Novas. Mais uma vez o débil sistema de saneamento do concelho de Torre Novas teve graves consequências no rio. Com a diferença de que desta vez foi testemunhado pela população que imediatamente se indignou.

“A estação elevatória (EE) de esgotos do Matadouro (…) encontra-se em funcionamento precário devido ao elevado estado de degradação”, comunicou a empresa intermunicipal, que realçou a necessidade de realizar limpezas frequentes do interior do poço de bombagem obriga à necessidade de deixar em by-pass aquela EE, com a consequente drenagem para o meio ambiente.

O que aconteceu no dia 11 foi afinal um operalão recorrente de poluição do rio, aparentemente sem irregularidades, uma vez que não existe outra alternativa. A solução é a construção de uma noa estação elevatória para substituir a existente, empreitada que a AR já adjudicou no valor de 450 mil euros e que tinha data prevista de arranque este mês.

Nem a Câmara nem a AR informaram há quanto tempo esta situação, ou possivelmente outras noutros locais em que as EE não funcionam em condições sucede. A AR tem no seu plano de investimento para o concelho a remodelação de seis EE e construção de mais quatro.

Na Golegã, o antigo vereador do PSD Carlos Simões fez chegar ao presidente da Câmara uma carta em que é exigido um proteste junto da Câmara de Torrres Novas classificando de “grave e ultrajante que o rio Almonda continue a ser tratado desta forma pelo município vizinho e que o nosso concelho e em particular a freguesia da Azinhaga, continuem a ser penalizados por estes atos criminosos, agora praticados à claras, porque o passado parece fornecer ao infratores a ideia de impunidade”.

Também em Torres Novas, os vereadores da oposição (CDU, BE, e PSD) pediram ao presidente da Câmara, que é vogal do conselho de administração da AR, que o executivo agisse em bloco numa expressão de repúdio junto da AR, algo que Pedro Ferreira acabou por ceder.

Henrique Reis aproveitou a deixa para voltar a criticar a adesão o município à AR, perguntando ao presidente pelos 30 milhões se euros em obras prometidos. Helena Pinto considerou o caso criminoso e disse que “se a Câmara não se demarca claramente, de forma pública, destas práticas, estamos e incentivar outros infratores” a fazerem o mesmo.

Pedro Fernandes garantiu já ter levado o caso à administração da AR, e considerou que a descarga foi considerada “má mas normal”, e que a adesão à AR teve até agora “mais coisas boas do que más”.
 IN - Jornal O Riachense

Padre da Golegã sai em liberdade

A PJ identificou mais uma alegada vítima, a segunda, e deteve o padre António Júlio Santos, por abuso sexual de crianças. E poderão surgir mais queixosas. Uma juíza proibiu o sacerdote de estar com menores.

Fonte da Polícia Judiciária de Leiria, que investiga o caso confirmou a notícias avançada pelo JN na edição de dia 7, onde se adiantava que a PJ acreditava existirem "mais vítimas". A primeira queixa chegou de uma escuteira da Golegã, de 12 anos, e a outra terá a ver com uma menor associada a uma instituição ligada também à Igreja da Golegã. Os crimes foram concretizados no espaço de um mês.

O padre, de 46 anos, foi ontem interrogado no tribunal da Golegã, indiciado por dois crimes de abuso sexual de criança na forma agravada. Embora tenha permitido que o prelado saísse em liberdade, mediante o pagamento de uma caução de 3500 euros, a juíza proibiu-o de contactar com crianças, em particular, com as vítimas, e obrigou-o a entregar o passaporte, para impedir que fuja para o estrangeiro. Além disso, não pode deixar a área de residência, em Santarém, nem deslocar-se aos concelhos da Golegã e Torres Novas, zonas de origem das vítimas.

O facto de a PJ de Leiria ter informado, em comunicado, que os crimes foram cometidos na sua “forma agravada” tem a ver com o facto de o padre ter a função de assistente espiritual no agrupamento de escuteiros da Golegã e se encontrar nessa qualidade quando os abusos foram alegadamente cometidos.

Tudo terá acontecido durante um acampamento de escuteiros exploradores – entre 11 e 13 anos – realizado em outubro na zona de Olhos de Água, no concelho, onde o padre terá concretizado “atos sexuais de relevo”. Foi a própria menor a denunciar o caso aos pais, que o comunicaram às chefias dos escuteiros e estas à diocese de Santarém.

A diocese foi rápida a decidir o futuro do pároco. Num comunicado, no dia 5 deste mês, dava conta do inicio de um “processo de averiguações a propósito de suspeitas” sobre o padre, entretanto afastado da paróquia. A PJ iniciou as investigações nesse mesmo dia e a 6 já sabia de um outra vítima, que veio agora a confirmar-se, na sequência da audição de várias testemunhas. No entanto, novas diligências estão a ser realizadas e mais vítimas poderão surgir, uma vez que a PJ tem já informação sobre novos casos suspeitos.

Sabe-se, também, que a diocese prestou toda a colaboração às autoridades e terá inclusivamente revelado à Policia a localização do padre para a sua detenção.

Polémico em Rio Maior

Há cerca de sete anos, o padre António Júlio Santos já tinha sido retirado da freguesia de São João da Ribeira, em Rio Maior, após queixas apresentadas na diocese por paroquianos que não aceitaram bem o seu estilo de vida demasiado mundano, sobejamente conhecido pela população. Quem lidou com ele descreve-o como uma pessoa que gosta de um “bom uísque” e que costumava andar nas bocas do mundo por causa dos seus “relacionamentos com mulheres jovens da terra”, onde também tinha funções de chefia nos escuteiros.

IN - Noticia de Jornal de Notícias
13 de dezembro de 2013

SIC, ruínas de uma fábrica


Aquilo que resta da SIC, orgulho da Azinhaga, que durante décadas fez desta terra algo de especial, está de novo em hasta pública. Para nosso desconsolo, a aventura industrial da Azinhaga, até agora sem brilho nem glória, continua à espera de um final (não tão in)feliz.

A SIC, de Sociedade Industrial de Concentrados, nasceu do sonho de um reformado da Embaixada Italiana, Luigi Fontanarosa, que em associação com José Rodrigues Serrano, passou de uma actividade artesanal para uma das melhores e mais modernas fábricas do ramo em Portugal. Estava-se em 1944.

Admite-se que a indústria de tomate se iniciou em Portugal em 1938, com a criação da SPALIL, na Chamusca. A Vasco & Ferreira, em Riachos foi a segunda e depois entre 1943 e 1946, surgiram a SIC e a IDAL, entre outras. Nesta altura, utilizava-se a variedade "coração-de-boi" que apresentava um fraco rendimento industrial. A partir de 1959 e até 1965 abrem novas unidades. Passam a utilizar-se novas variedades de tomate, como a "Roma", de rendimento industrial substancialmente maior. Até 1970, estavam instaladas e em laboração 31 fábricas.

Durante décadas a fábrica modificou por completo a vida e a economia local. Os campos da Golegã, e não só, foram fonte de riqueza. Até 1974. A partir desse ano o futuro da unidade fabril adivinhou-se difícil. Os difíceis momentos do período pós-revolucionário dificilmente explicam tudo.

O ano de 1975, marca de facto o início da crise desta indústria: A Grécia e Itália, graças à política proteccionista da CEE, desenvolvem extraordinariamente a sua indústria e ganham mercados que tradicionalmente eram portugueses. Em 1985 já só existiam 27 empresas, e em 1991, 21 fábricas resistiam ainda. A SIC pouco mais resistiu.

6 de dezembro de 2013

Padre das paróquias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho suspeito de pedofilia

Igreja está a averiguar e o pároco está dispensado de funções.

"Escuteira de 12 anos diz-se atacada em acampamento. Apesar de não ter havido na GNR qualquer queixa contra o pároco, o bispo tê-lo-á afastado com base em informações recebidas sobre ocorrências “menos correctas”, envolvendo jovens no decurso de um acampamento de membros do Corpo Nacional de Escutas."

A Diocese de Santarém iniciou um «processo canónico de averiguações a propósito de suspeitas» sobre o pároco, António Júlio Santos, 46 anos, das paróquias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, segundo um comunicado divulgado pelo vigário geral da diocese na Internet.

«É a preocupação pelo bem de todas as pessoas que preside a este processo», afirma o padre Aníbal Manuel Vieira, adiantando que «estão a ser cumpridas todas as normas canónicas que dizem respeito a estes casos».

Contactado pela Lusa, o vigário geral apenas adiantou que o processo ao padre das paróquias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho «faz parte dos procedimentos normais quando há rumores», não tendo havido qualquer queixa formal junto da diocese.

Notícias surgidas em alguns órgãos de comunicação social referem «atos menos corretos» do pároco, alegadamente vítima de doença do «foro psíquico», e que terão envolvido jovens durante um acampamento de escuteiros.

«O sacerdote encontra-se dispensado de todos os seus encargos. Tal não implica um juízo sobre a sua pessoa, ou sobre os factos, mas favorece a averiguação da verdade», refere a nota da diocese.

Declarando-se «disponível para colaborar em tudo com as instâncias civis», a Diocese de Santarém afirma estar «em contacto com os familiares para dar todo o apoio necessário».

«A diocese deseja manifestar que está próxima dos jovens e suas famílias e de toda a comunidade. Compreende e partilha a perplexidade e tristeza de todos. Está determinada a colaborar para criar um ambiente sereno e seguro para todos», conclui.

A Conferência Episcopal Portuguesa divulgou, em abril de 2012, um conjunto de diretrizes para o tratamento de eventuais casos de abuso sexual de menores ocorridos na Igreja Católica, destacando a necessidade de colaboração com as autoridades civis.

Excertos de Noticia retirados de TVI24 e Correio da Manhã

Azinhaga espera pela reposição dos caminhos de Santiago

Vítor Guia foi à reunião da Câmara Municipal da Golegã lembrar o novo executivo de que a população da Azinhaga continua a querer a reposição do percurso dos caminhos de Santiago no centro da aldeia. Em Março foi inaugurado o novo trajecto, que passa por fora da aldeia, sendo na altura o executivo acusado de querer canalizar todo o turismo unicamente para a sede de concelho.
 
 “Todos temos a ganhar com a passagem dos peregrinos pelo centro da aldeia”, disse Vítor Guia, acrescentando que, de uma forma ou de outra, todas as candidaturas à autarquia disseram, em campanha eleitoral, que iriam reinstalar o percurso antigo. 
 
 A reunião teve lugar na Junta de Freguesia da Azinhaga no dia 27 de Novembro, na primeira descentralização do local das reuniões para fora da vila. Guia expressou o seu agradado com a “abertura” demonstrada pelo executivo neste período inicial de mandato, por oposição à relação que o município mantinha com a sua freguesia. Nos mandatos anteriores, a mesma era pautada pela “falta de respeito”, disse o autarca eleito por uma lista independente, com o apoio da coligação PSD/CDS.
 

Cozinha da cantina escolar reabre no 2.º período

A Câmara Municipal aprovou a reactivação da cantina escolar da Azinhaga, para servir os 88 alunos (20 do Jardim Infantil e 68 do ensino básico) do Centro Escolar. A Junta de Freguesia tem-se batido pela reabertura da cozinha desta antiga cantina escolar do distrito de Santarém, desde que foi encerrada no princípio do ano por falta de recursos humanos.

Como forma de recurso, a Câmara adquire a comida já confeccionada à cozinha do Cavalo Branco (parque de campismo da Golegã). No entanto, o prolongamento desta solução não é admissível para o presidente da Junta, Vítor Guia, que diz que “se este ano houver cheias, o comer tem de andar a bater 30 quilómetros para cá chegar”. Além disso, no seio da população, a estrutura é considerada um património importante que se quer manter activo.

Mas para reabrir a cozinha, há um problema que a Câmara tem de ultrapassar: depois de as duas últimas cozinheiras da cantina terem entrado de baixa para já não voltarem, não há ninguém para cozinhar.

Conforme explicou Elsa Lourenço, a chefe da divisão de intervenção social, a Câmara está impedida legalmente de fazer contratações e, por isso, teria de encontrar uma solução entre os actuais funcionários que estão a trabalhar nas escolas, adaptando alguém que demonstrasse aptidões para a cozinha. Mesmo que se encontrasse alguém com as devidas qualificações entre os cerca de 50 desempregados em regime CEI (programas ocupacional do IEFP) na Câmara, a sua passagem pela autarquia é temporária e por isso não resolveria o problema.

Uma das possibilidades que vai ser avaliada pelo município para preencher o cargo é a entrada de uma pessoa através da empresa que está contratada para prestar o serviço na escola Mestre Martins Correia, na Golegã.

Seja como for, ficou deliberado na reunião pública de Novembro que a cozinha vai entrar em funcionamento no início do 2.º semestre do corrente ano lectivo, ou seja, Janeiro.