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8 de agosto de 2012

Rio Almonda: uma história de descargas, protestos e de promessas

“Torres Novas, enquanto concelho, nunca foi bom para o rio Almonda. Tão longe no tempo quanto me é possível apurar, o Almonda foi usado e abusado pelas pelas actividades empresariais aí sediadas”. Quem o diz é Carlos Simões, ex-vereador do PSD na câmara da Golegã, a propósito do actual aspecto do rio em Azinhaga, que vai seco, sem pinga de água.

A história do rio, como o diz o ex-autarca no seu mural do Facebook, começa em 1783, quando foi concedida a licença para instalar a Fábrica das Chitas em Torres Novas, no período da primeira fase de industrialização da vila.

De acordo com a mesma cronologia, data de 1792 o primeiro protesto público, em sessão camarária, dos moradores de Torres Novas contra a poluição do rio Almonda. Dois anos depois da fundação de uma antiga fábrica do papel (1818), a população da vila voltou a demonstrar desagrado com a manutenção da fábrica de curtumes no local onde era a das chitas, devido aos inconvenientes decorrentes dos despejos para o rio. Em 1845 nasce a Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas e, já no século XX, em 1941, a câmara municipal de Torres Novas solicitou à Estação Aquícola de Rio Ave o envio de carpas para repovoar o rio Almonda. A resposta foi negativa, por se considerar escusadas tais tentativas devido à poluição da água do rio. A Estação Aquícola considerou ”absolutamente contra-indicado o lançamento de quaisquer peixes no rio Almonda, dado o estado de insalubridade das águas”.