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17 de maio de 2012

Avieiros de Azinhaga

Voltamos a publicar o documento Avieiros de Azinhaga, agora atualizado com novas informações.

Nómadas do Rio, como os ciganos em terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros. Nunca ouvira falar de semelhante gente.
Alves Redol, Avieiros, 1967

Tributo aos Avieiros de Azinhaga 

"Mais do que uma realidade que existiu, interessa hoje preitear quem e o que dele resta: os descendentes dos avieiros, que já trocaram as palafitas por casas e para quem a agricultura e outros meios de vida, se substituíram ao Almonda e ao Tejo, que lhes foram única fonte de sustente. Mas, sobretudo, ao Município da Golegã interessa homenagear os seus bisavós, avós e país, que subiram o rio na procura da subsistência que o mar da Vieira de Leira, revolto e pouco generoso no inverno, insistia em lhes negar, levando-os assim a substituir a arte xávega da sardinha pela arte varina do sável.
Os Fernandes (Lobo), os Narciso e os Petinga (Jaqueta), humildes, trabalhadores e discretos, migraram para a Azinhaga, na primeira metade do séc. XX, formando uma comunidade de caraterísticas muito próprias, expressão de uma cultura e de uma tradição, sedimentadas ao longo de gerações, que sobreviveu na borda d´água ribatejana, entre mouchões, chaboucos, salgueiros, freixos, chorões e choupos, olhando ao longe a charneca e o bairro.
As “bateiras” os seus “vertedoiros” e “fateixas”, as “rabeiras”, o “saimão”, o “calão”, o “sabogalho” e a “narsa” esvanecem-se, mais a recordação daqueles que os utilizaram no dia-a-dia, numa faina dura e agreste, queremos que perdure no tempo e na memória dos homens, honrando assim esta digna gente, que contribuiu para a atual identidade da freguesia de Azinhaga e do nosso Concelho.”
José Veiga Maltez
Presidente da Câmara Municipal da Golegã
Responsável pelo Pelouro da Cultura
In Monumento de Homenagem aos Avieiros de Azinhaga
26 de Maio de 2007

Maria e Elisa de Sousa Fernandes (Lobo), regressando da venda. Se junto ao Atlântico, na Vieira de Leiria, eram os compradores que se dirigiam ás lotas improvisadas na praia, na Azinhaga, enfim, na lezíria ribatejana, era a avieira que tinha de transportar o peixe para os mercados da região, ou mesmo na venda porta a porta, garantindo que a pesca não se fizera em vão.

O vestuário dos avieiros, respresentava uma memória da vida na praia da Vieira. De pequeno chapéu preto redondo, donde pende o lenço, blusa de manga com padrão ramagens coloridas, mais ao menos engalanada de fitas rendinha e outros enfeites e o avental. Palmira Toito e Maria de Sousa Fernandes (Lobo).