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14 de maio de 2012

Rancho dos Campinos de Azinhaga

Em Dezembro de 1951, representantes da Junta da Província do Ribatejo e do instituto Nacional do Trabalho, de Santarém, contactaram, em Lisboa, A.S.B. para organizar, em Azinhaga, um conjunto de folclore que representasse o Ribatejo no documentário "Tejo, Estrada que Anda" que a "NODO", de Espanha, rodava a partir da nascente, na serra de Albarracim, até à sua foz.
 
A Província possuía um valioso património artístico e monumental, uma vida agrícola fértil e próspera, uma etnografia em fase de extinção, mas, mesmo assim, farta.
 
Perdera, no entanto, a singularidade ímpar do seu folclore que se limitava, de longe em longe, a um outro pobre e infeliz apontamento.

Por tudo isto, foi o convite dirigido às gentes de Azinhaga, por aquelas entidades, ainda recordadas quão honradamente haviam representado o Ribatejo, em 1938, no "Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal".

Para o que fora proposto, A.S.B. contactou Francisco Castelo, então presidente da Casa do Povo local, no sentido do Organismo se associar na formação do grupo, o que desde logo, foi aceite com entusiasmo.

Como as filmagens estivessem para breve, levou-se todo o mês de Janeiro de 1952 em recolhas possíveis, e em ensaios constantes, aos quais deu a sua preciosa colaboração mestre Francisco Valério que, apesar da sua idade, continuava a ser um extraordinário bailador.

Em meados de Fevereiro seguinte, a equipa cinematográfica espanhola, chefiada pelo realizador Juan Manuel-de la Chica Pallin, vem a Azinhaga para filmar a atuação do conjunto, que não rancho por razões óbvias para quem sabe um poucachinho de folclore.

Locais escolhidos na freguesia, acontece que, viajando de Santarém, encontraram a alverca de Fernão Leite, no Pombalinho, que, à época, era um lindura, com as suas águas mansas, a sua lezíria, as suas árvores frondosas, a sua velha ponte de madeira com guardas de bonito ferro forjado. (E porque não recuperá-la?). Encantados, escolheram-na para cenário das filmagens. Só que o pessoal do grupo, dando voz ao seu bairrismo costumado, negou deslocar-se. Que sítios com interesse também havia na sua freguesia... Enfim, as discussões habituais que não conduzem a lado nenhum. Até que os espanhóis, olhando a ruralidade típica da aldeia, valiosa para ótimas imagens, repentistas propuseram: se as pessoas aceitassem ir, naquele dia, dançar à Alverca de Fernão Leite, eles, espanhóis, garantiram vir propositadamente filmar o conjunto, no enquadramento singular da sua terra.