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11 de setembro de 2008

O documento mais antigo que se conhece da Azinhaga




O documento mais antigo que se conhece da Azinhaga, é o Foral concedido por D. Sancho II. A sua existência remonta aos primórdios da nossa aldeia.
Se o seu nome Azinhaga ou Azenhaga, provém do árabe Azzancha, derivação do termo "zanaca" (que significa caminho estreito, viela apertada entre montes, charnecas ou valados) então, a sua antiguidade é mais remota e transfere-se para épocas anteriores à fundação do Reino.
Durante o seu crescimento, a povoação acompanhou o sentido natural do Almonda. Foi, contudo, forçada a suspender o seu desenvolvimento, pois situava-se em pleno pântano, quase numa pequena ilha.

O desenvolvimento do lugar deveu-se a três razões:

1- O começo da drenagem dos pântanos, com o consequente aproveitamento das terras para a agricultura e pastorícia, sobretudo as do Infantado, sob orientação do Príncipe D. Fernando;
2- A evolução conseguida na utilização do Tejo, autorizando-se, nos diversos portos, o aumento do número de barcas para transporte entre as margens e/ou a capital, de passageiros, gados e mercadorias;
3- O uso mais frequente da estrada real Lisboa-Coimbra que passando perto da freguesia, cruzava o Almonda através de uma ponte existente a pouca distância da actual.
Na sequência da crise de 1383-1385, o Mestre de Avis, (como D. João I de Portugal), pagou as suas dívidas. Com a legenda "e melhor lhe dera se melhor houvera", o novo Rei presenteou o Dr. João das Regras, com a rica propriedade do Paúl do Boquilobo, às portas da Azinhaga.